| La Danse Macabre. |
[06 Jul 2009|12:02am] |
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Se não tivesse as pernas quebradas, poderia até dançar.
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| Too late. |
[21 Jun 2009|08:45pm] |
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Talvez, se conseguisse se encolher um pouco mais, se enrolar um pouco melhor no cobertor, fosse possível transformar a poltrona clássica, de couro marrom (carcomido), em um casulo só seu.
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[05 Nov 2008|01:46pm] |
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Escreve "solve" com estilete e deixa o tempo transformar o vermelho em "coagula".
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| E então? |
[15 Oct 2008|01:56am] |
Abriu mão do que era supostamente nocivo, da intensidade bruta, da anestesia escapista e se viu parada diante de um poço de tijolos gastos e escuros, extremamente profundo e rodeado de silêncio. Percebeu que ali era um bom lugar para fazer pedidos, mas como não carregava nenhuma moeda, ter uma inevitavelmente seria o primeiro. Foi aí que um perigoso loop se iniciou. ...
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| Clichê |
[02 Oct 2008|05:09pm] |
E teoricamente a pergunta mais importante de todas, mas continuo sem resposta. Mesmo sabendo (por senso comum) onde procurar. E aí olho em volta com as seguintes hipóteses: a) algumas pessoas descobriram a resposta b) algumas pessoas acham que descobriram c) algumas não perguntam mais d) algumas nunca perguntaram e) não existe resposta. E percebo que "b" e "d" são as mais freqüentes. Eu continuo achando que não existe resposta. Ou se existe, ela é, por definição, indefinível.
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[22 Sep 2008|05:28pm] |
Estranha sensação, como uma que precede o desespero, quase uma premonição de algo que possivelmente só se tornará real à medida em que a tal sensação é alimentada. O que a torna ainda mais potente, difícil de ignorar. Procurar por algo em que seja possível se segurar chega a ser inútil, mas não por isso menos encantador. Poderiam ser as mesmas borboletas amplificadas, mas isso tem cara de abstração. Ou talvez seja apenas o efeito dos remédios sobre uma mente que não sabe se comunicar com o resto do organismo.
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| Let go. |
[23 Nov 2007|03:37am] |
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Tentando lidar com as coisas de uma nova maneira. Não é a primeira vez que faço isso, mas talvez agora eu tenha mais facilidade. Talvez agora eu consiga conciliar a situação ideal com a realidade. Ou algo próximo disso. Ou não. Não sei, não sei mesmo. Mas talvez seja essa a idéia. Jogar as mãos para cima e ver as coisas acontecerem sem ter controle sobre elas. Sem tentar ter controle sobre elas. Ver os pensamentos atordoados passarem e simplesmente ignorá-los com alguma amenidade. Que velhinho fofinho. Que dia quente. Que música de elevador mais chata. Difícil tentar lidar com questões anímicas quando nem as mais simples vulgaridades são digeridas. Difícil tentar lidar com qualquer coisa quando nada faz muito sentido. Quando o sentido está ali, mas você tem medo de alcançá-lo. Eu não tenho mais propriedade sobre nada na minha vida, se é que tive um dia. É como se tudo o que penso ter, não fosse meu. É dos outros... Mas nem eles sabem. E são sempre tão descuidados...
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Neurosis - Falling Unkown
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| Turbilhão. |
[12 Nov 2007|11:10pm] |
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É aquele nó na garganta, como se alguém estivesse te esmagando por dentro. Difícil respirar, difícil pensar e tudo parece indigesto. Muita coisa misturada e você sabe que mesmo se for dissecar cada um dos sentimentos, eles já podem ter sido contaminados e a infecção será inevitável.
Vulnerabilidade, superexposição e só para ajudar, ataques vindos de todos os lados. Quando se dá conta, está em fogo cruzado e por mais que tente procurar abrigo, sabe que não vai resistir por muito tempo sem ser atingida.
Seria muito mais simples se as pessoas realmente tivessem a consciência que dizem ter. Se suas "filosofias" de vida sobrevivessem ao mundo real, ao invés de serem apenas profiles de orkut. É triste perceber que as pessoas às vezes pensam ser muito mais nobres do que são, de fato. Mas o conforto está em saber que sim, elas podem ser muito nobres, se assim desejarem.
Você sofre um tanto (e esconde). Sente raiva (e até surta). Medo (e quer pedir colo). Mas sabe que a forma mais fácil de resolver a situação e sobreviver a ela com o mínimo possível de danos, é desejar o melhor para todo mundo, principalmente para quem está te fazendo mal. Aceita os ataques de cabeça abaixada, secretamente desejando que a pessoa encontre um mínimo de paz, para que você finalmente possa ter a sua.
E por mais cristão que esse pensamento possa soar, é ele que pretendo seguir.
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NIN - Hurt
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| Oscar Wilde: |
[22 Oct 2007|10:17pm] |
"There are many things that we would throw away if we were not afraid that others might pick them up. "
E tem muitas coisas que jogamos fora que, depois que alguém mostra interesse, tentamos recuperar. Não por querer de volta verdadeiramente, mas por não querer que seja de mais ninguém.
P.S.: Sei que isso parece Arremesso de Carapuça. Mas antes que alguém tente provar pra ver se serve, deixo claro que, por incrível que pareça, não estou falando de mim.
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| Aprendendo |
[17 Oct 2007|07:52pm] |
A parar de falar coisas que não queria ter falado, mas falei, e a falar coisas que queria ter falado, mas não falei.
And damn... I feel so much better.
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| Indecente. |
[16 Oct 2007|08:20pm] |
Estou com 3 domínios e mil projetos há décadas. Mas e a decência de colocar de fato algo no ar? E de produzir alguma coisa?
Cansada, com preguiça, sem inspiração. Queria tanto resgatar um pouquinho de como eu era nesse aspecto, há alguns anos.
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| Don't take yourself so seriously. |
[15 Oct 2007|12:19pm] |
Quando você se der conta de que uma coisa que achou muito foda, profunda e verdadeira enquanto escrevia, vai causar vergonha alheia, talvez seja hora de rir um pouco da própria pequenez e parar de levar suas pseudo-filosofias tão a sério. De se levar tão a sério. O problema é que pouca gente tem esses momentos de epifania. Including me.
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| Layout novo. |
[28 Sep 2007|02:57pm] |
Bem simples, estilo "vai qualquer coisa mesmo", porque não agüentava mais o outro. Pra variar.
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| I'm so tired |
[27 Sep 2007|05:18pm] |
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Of playing... Playing with this bow and arrow ...
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Portishead - Glory box
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| Buh-bye. |
[20 Sep 2007|04:08pm] |
Depois de algumas tentativas de flexibilidade e ensaios de boa vontade, está fechada a Estação do Perdão. Voltei a praticar a intolerância e tesourar vai ser o esporte oficial do ano.
Beijo e nem me liga.
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| Discromopsia. |
[11 Sep 2007|05:02pm] |
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Às vezes é bom enxergar as coisas preto no branco, sem permitir que nuances e matizes consigam interferir ou causar mais impacto do que a própria cena retratada. Apesar de eu não achar isso muito fácil de se fazer... Mas é a incapacidade que algumas pessoas têm em diferenciar todas ou algumas cores, que realmente me perturba. É uma deficiência em distingüir sutilezas. Um distúrbio que impede uma interação sensata, exigida em determinadas situações. Cansei desse daltonismo social.
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| Vira vira. |
[06 Sep 2007|12:57pm] |
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Adôrro quando quinta-feira tem cara de sexta.
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| Não é de agora. |
[05 Sep 2007|02:27pm] |
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É aquela sensação de acordar absolutamente em pânico às 5h da manhã, luzes acesas, ainda de roupa, com a maquiagem carimbada no edredon (porque você deitou por cima) e ainda um pouco bêbada, e a última coisa de que consegue se lembrar é de pensar "Vou dar só uma deitadinha pra repassar a noite mentalmente".
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| Contaminação. |
[03 Sep 2007|05:24pm] |
Estou lendo um desses livros incrivelmente piegas, sobre felicidade e sobre a vida, daqueles que você esconde a capa para que ninguém veja o título, enquanto lê um parágrafo que diz "não se importe com o que os outros pensam sobre você". Sabe? Nos primeiros dias eu fiquei super zen, super em contato com meu eu interior (haha), censurando meus pensamentos de raiva quando a gorda lerda não me dava passagem na calçada, quando alguém bem fedido sentava ao meu lado no ônibus ou quando ninguém segurava a porta do elevador assim que eu chegava no hall. Com o passar dos dias e o progresso na leitura, foi ficando cada vez mais difícil. Era como se o mundo tivesse resolvido me gongar, só para ver até onde o livro estava realmente fazendo efeito.
Como se isso não fosse suficiente, o livro começou a ficar cada vez pior. Repetitivo, clichê, fantasioso e contraditório. Ou seja, peguei raiva do autor também e agora estou com o espírito mais homicida do que nunca.
Agora eu pergunto: como é que essa gente acha que vai mudar o mundo e fazer dele um lugar melhor, se nem escrever um livro que preste eles conseguem?
Velha!
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| Check. |
[27 Aug 2007|10:53am] |
E quando você se dá conta de que o estado de transição é condição permamente, tenta saturar a existência com realizações superficiais e efemeridades, quando sabe que a lacuna vai além do branco ou das escalas de cinza.
- Passar no supermercado - Fazer novo RG
- Pegar certificado
- Terminar traduções
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| Wee! |
[10 Jul 2007|07:31pm] |
Voltei a criar coisinhas: Synesthetique
E logo logo tem mais! :)
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| Question: |
[28 May 2007|04:44pm] |
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Turquesa é cafona porque gente cafona usa ou gente cafona usa porque turquesa é cafona?
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[20 Dec 2006|12:21pm] |
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( 2006 )
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| Causa Mortis. |
[11 Oct 2006|04:21pm] |
Brás Cubas morreu de idéia fixa. Eu vou morrer de idéia errada.
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Beck - Everybody's Gotta Learn Sometimes
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| Heavy with confused thoughts. |
[29 Jun 2006|03:14pm] |
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Novamente se encontrava parada em frente às duas portas.
A primeira, de madeira polida, da qual havia acabado de sair, ainda reluzia, convidativa, apesar de algumas migalhas de pão fresco, caídas à sua frente. A segunda, de ferro trabalhado, totalmente coberta e selada por trepadeiras e unhas-de-gato, ainda carregava a encantadora decadência do romantismo.
Amontoou as folhas secas sob seus pés e deitou sua cabeça sobre elas, desejando sonhar com um mundo sem portas.
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